O papel fundamental das mulheres na concepção dos Direitos Humanos e do voto para sua conservação.

Há 72 anos, diante das atrocidades da Segunda Guerra Mundial que subjugou a raça humana, foi proclamada pela Assembleia Geral das Nações Unidas, no dia 10 de dezembro de 1948, em Paris - França, a Declaração Universal dos Direitos Humanos.


Em destaque, houve o protagonismo de várias mulheres no qual exigiram que o princípio da igualdade fosse, de fato, cumprido por meio de metas a serem atingidas por todos os povos e todas as nações. Contudo, diante de grupos extremistas na política, novas formas de delimitação dos direitos de liberdade, da dignidade e da igualdade estão ameaçados, política essa que deve ser combatida pelo voto.


Dividida em trinta (30) artigos, a Declaração contém trinta direitos que todas as pessoas possuem em qualquer lugar do mundo. Nela, foi determinado que os direitos humanos fundamentais fossem protegidos universalmente para garantir os direitos de liberdade e igualdade para cada indivíduo em todos os lugares, com o objetivo de salvar as gerações futuras da destruição do conflito internacional. De acordo com o Guinness, o Livro dos Recordes, este é o documento mais traduzido no mundo.


A sociedade vive, desde 1945, um período de reconhecimento da sua universalidade e inclusividade, sendo, também, um período de reivindicações dos povos no sentido de exercerem o direito à autodeterminação como um direito dos povos e do homem. Logo, a Declaração Universal dos Direitos Humanos foi elaborada com o intuito de garantir a futura paz mundial, definindo áreas de influência das potências e acertando a criação de uma organização multilateral que promovesse negociações sobre conflitos internacionais, para evitar guerras, promover a paz e a democracia, e fortalecer os Direitos Humanos.


Poucas pessoas sabem, mas foi uma mulher que esteve à frente da Comissão dos Direitos Humanos da ONU. Eleanor Roosevelt, ex-primeira-dama dos Estados Unidos, foi quem liderou o Comitê que redigiu a Declaração Universal dos Direitos Humanos.


“Que direito tem um grupo de seres humanos a tirar a vida de outro?”, perguntava-se a maior impulsionadora da Declaração Universal dos Direitos Humanos das Nações Unidas (DUDH).


Roosevelt foi chamada de “Primeira-dama do Mundo” por suas realizações humanitárias e trabalhou, até o fim de sua vida, para conseguir a aceitação e a implementação dos direitos estabelecidos na Declaração.


O princípio da igualdade de gênero, por exemplo, poderia não ter sido incluído se não fosse pela participação de algumas mulheres que defenderam uma Declaração verdadeiramente universal:


  • Hansa Mehta, da Índia, conseguiu que o texto fosse alterado de “Todos os homens” para “Todos os seres humanos nascem livres e iguais”;